O encanto só se encontra
Na saia rodada da menina
Naquele bar daquela esquina
Onde idéias e lendas se contam
Seu paradeiro, espelho da gente,
Está em constante mudança
Um beijo, um sorriso, um presente
Uma cantiga antiga na lembrança
A mesa cheia no almoço domingo
O momento de maior introspecção
O som da telha quando cai um pingo
Os amigos sem um pingo de noção
Para onde vai o encanto?
Por que tanto se esconde?
Deixa sinais em todo o canto
Indicando seu próximo onde
Mas melhor do que descobrir
Pra onde é que esse encanto escapa
É encontrar em nosso ir
Caminhos que não cabem nos mapas.
quarta-feira, 29 de abril de 2009
terça-feira, 10 de março de 2009
Alma de Poeta.

Ou melodia qualquer que consiga expressar
Intimidade sua sem dar vez à prosa
E enquanto há fonema, insiste em rimar
É alma que não tem pressa
De viver os sonhos mais estranhos
Todos os seus pecados confessa
Com a beleza e paixão de gerânios
Quando o vento lhe sopra, versa
E a vida fica mais bela
Sentimentos na chuva dispersa
E os transforma em arco-íris pra ela
Ser poeta é ter em papel e caneta
Homenagem à inspiração
É ver o mundo com os olhos
E enxergá-lo com o coração.
quarta-feira, 4 de março de 2009
Avesso.

Teus versos do avesso
Constróis tua poesia
Que não tem pé nem começo
Mexes com meu brio
E minha tão pouca confiança
Passa a pender por um fio
De inútil perseverança
Tocas-me com acordes
Desfilas tuas harmonias
Para encher de recordes
As minhas idéias vazias
Esses avessos de versos
Esses acordes sem ter,
Afinal, não muita harmonia
Tem me ensinado a viver.
Cíclico.

Temendo da ilha partir
Cíclico sobre o azul infinito
Seu dorso furta-cor a reluzir
Passarinho não encontra barreiras
É livre para ir e vir
E em trajetórias costumeiras
Já não consegue se definir
Coragem, passarinho!
Sobrepõe-te às fronteiras,
Mesmo que imaginárias,
E vai infinito pra onde queiras.
domingo, 1 de março de 2009
Contra o Tempo

Que não nos foi amigo fiel
Fez tudo parecer contratempo
Simulou emoções de papel
Se eu pudesse voltar atrás
De fato, não sei o que faria
Talvez me esforçasse mais
Para não parecer tão vazia
Mas só há real aprendizado
Após viver real desventura
E só quando andarmos lado a lado
Acabar-se-á esta amargura
Pois dói o mal que te causei
E é fruto de um coração imaturo
Que precisa de máquina do tempo
Por não querer destruir o futuro.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Coração.
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Efêmero.
Poente.
Realce.
Sanhaçus na janela.

Sanhaçus em minha janela
Me atraem com seu cantar
Típico da ave mais bela
Que me visita hoje em par
Os planos, já esquecidos,
Para o dia que guardei pra mim
Estão agora embebidos
De felicidade sem fim
Nos olhos, um ponto de luz
Saudade no coração
A mente, memórias produz
Guardando a bela canção
Não há outra mais encantada
Esperando surpresas azuis
Como a visita inesperada
Daquele par de sanhaçus
domingo, 27 de julho de 2008
Intangível.

como o ar, invisível,
e no entanto, essecial
falta uma inspiração para a poesia
que me faça, com maestria,
encontrar aquele verso final
nos lugares costumeiros
já cansei de procurar
não sei se inspiração ou verso,
e tudo aquilo que não está lá
não precisa ser tangível,
palpável, tocável
é só beirar o imaginável,
como os cachos dos meus cabelos.
terça-feira, 3 de junho de 2008
qualquer.
ando afastada e sem inspiração
faço alguns milhões de poemas
todos sem conclusão
olho na janela e o que vejo?
o despertar de todos os amanhãs
me agarro a fé de qualquer ensejo
para manter as idéias sãs
a verdade é que já não me importa,
apesar de que deveria,
essa grande teia de idéias mortas.
faço alguns milhões de poemas
todos sem conclusão
olho na janela e o que vejo?
o despertar de todos os amanhãs
me agarro a fé de qualquer ensejo
para manter as idéias sãs
a verdade é que já não me importa,
apesar de que deveria,
essa grande teia de idéias mortas.
terça-feira, 29 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
Oitavas.

Sem nenhum esforço ou pesar
Invadiu meu coração tão assim
Como o rio que invade o mar
Subindo, correndo, aquecendo
Mesclando-se ao sangue das veias
Despertando puros sentimentos
Nas noites de luas mais cheias
Mesclando-se ao sangue das veias
Despertando puros sentimentos
Nas noites de luas mais cheias
Dispensando toda e qualquer métrica,
Vou deixando o samba fluir
Quero mais é pandeiro e cuíca,
Que, chorando, me fazem sorrir
Vou deixando o samba fluir
Quero mais é pandeiro e cuíca,
Que, chorando, me fazem sorrir
Só sinto o que faço ou desfaço
Em prosa, verso ou rima
O que construo ou desenlaço
Uma oitava abaixo ou acima.
Em prosa, verso ou rima
O que construo ou desenlaço
Uma oitava abaixo ou acima.
Carol Pedrosa
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