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terça-feira, 29 de abril de 2008
domingo, 27 de abril de 2008
Oitavas.

Sem nenhum esforço ou pesar
Invadiu meu coração tão assim
Como o rio que invade o mar
Subindo, correndo, aquecendo
Mesclando-se ao sangue das veias
Despertando puros sentimentos
Nas noites de luas mais cheias
Mesclando-se ao sangue das veias
Despertando puros sentimentos
Nas noites de luas mais cheias
Dispensando toda e qualquer métrica,
Vou deixando o samba fluir
Quero mais é pandeiro e cuíca,
Que, chorando, me fazem sorrir
Vou deixando o samba fluir
Quero mais é pandeiro e cuíca,
Que, chorando, me fazem sorrir
Só sinto o que faço ou desfaço
Em prosa, verso ou rima
O que construo ou desenlaço
Uma oitava abaixo ou acima.
Em prosa, verso ou rima
O que construo ou desenlaço
Uma oitava abaixo ou acima.
Carol Pedrosa
quarta-feira, 2 de abril de 2008
soneto de desapego.

encontro-me entre desencontros e desencantos
perco-me entre desamores e desacertos
desabafo quase que aos prantos
desafio o coração ao esquecimento.
subtraindo desafetos,
multiplicando devaneios.
desespero na tua ausência
desarticulo meus anseios.
acreditei-te o ideal.
em seus trejeitos e desadornos,
o despertar da velha chama
desperdicei beijos e afagos
para desistir, afinal
da atenção do que não ama.
Carol Pedrosa
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domingo, 30 de março de 2008
Quintana me desenhou nesse poema.

O Auto-Retrato - Mário Quintana
No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Terminado por um louco!
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terça-feira, 25 de março de 2008
introconclusão.

Nasci no ano em que Quintana escreveu "Preparativos de Viagem". A coincidência agradável me faz pensar sobre essa minha boa e velha urgência em querer explorar. Aprendi a amar outros lugares, abandonei a morada na zona de conforto, não me agrada mais o lugar comum.
Eu quero mais, quero diferente, quero o que não tenho.
Não quero mais o que tenho, não sei mais o que quero.
Quero saber querer.
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